O Minimalismo é um caminho extremamente efectivo para podermos reduzir a nossa pegada ecológica. No contexto da aplicação dos três Rs reduzir é sem dúvida a medida mais impactante e eficaz na protecção ambiental. O consumismo desenfreado pode parecer difícil de combater pelos estímulos constantes que nos rodeiam e tentam convencer de que precisamos de mais, sempre algo mais que irá preencher a nossa vida e satisfazer todas as necessidades. Deixamo-nos muitas vezes seduzir por astutas estratégias de marketing e convencemo-nos de que sim, precisamos de mais objectos e experiências para ser felizes. Mas eu considero que não se desperdiça apenas dinheiro mas também tempo, energia e liberdade com tanta acumulação de objectos e tarefas. Basta pensar no tempo dedicado a arrumar e reinventar espaço para guardar tudo ou na ansiedade de viver uma agenda cheia sem poder respirar.
O Minimalismo traz-nos a simplicidade, leveza e a possibilidade de reconhecer o que realmente é importante e essencial. Não só aborda a redução do consumo de bens materiais como a identificação de como podemos simplificar o quotidiano, a nossa vida e mente. O conceito não propõe que nos privemos de algo, mas sim que sejamos mais criteriosos e selectivos nas escolhas que fazemos. A proposta central é identificar o que é indispensável para nós, seja em que área for. Assim, outro aspecto super interessante do Minimalismo, é que cada um encontrará a sua forma de o praticar tendo em conta as suas prioridades e preferências.
Eu tenho notado particularmente uma tendência para adquirir menos bens materiais, sobretudo roupa e objectos decorativos. Destralhar sempre foi algo que gostei de fazer e que cada vez mais me convence da importância de reduzir.
Descobre dicas gerais para começar a aplicar este estilo de vida.
Destralhar geral!
Proponho que para começar identifiques uma área da casa e uma área da tua vida em que possas fazer uma “limpeza” mais profunda. O que pode ir e o que precisa MESMO de ficar? Reúne os bens materiais em boas condições para doação, reutiliza o que for essencial e recicla o mais possível.
Consumo Consciente
Antes de avançares com a compra pergunta-te se é realmente um objecto, artigo ou experiência que irá verdadeiramente acrescentar algo significativo. Não só tendemos a comprar bens materiais que não são indispensáveis como a querer experimentar e fazer tudo, o que pode levar a estados de stress, fadiga e dispersão.
Prioriza a qualidade ao invés de quantidade
Ao optarmos por artigos de qualidade, os quais poderão ter maior durabilidade, a longo prazo o consumo dos mesmos produtos será menos frequente.
Pratica o desapego
Por vezes criamos alguns apegos emocionais a objectos ou consideramos que de certa forma fazem parte da nossa identidade. Contudo, não são os objectos e posses que nos definem. A meu ver é necessário avaliar a razão pela qual escolhemos manter determinados bens ou recordações.
Gratidão e Criatividade
Para além de reconhecer e agradecer todos os recursos que temos também a criatividade pode ser muito útil na forma como utilizamos o que já adquirimos. No caso do vestuário, por exemplo, se formos criativos conseguimos várias combinações diferentes e versáteis.
Sem culpas e sem extremismos
Se este tema te faz sentido avança como puderes, da forma que te parecer prioritária neste momento. O conceito não comunica a ideia de que devemos viver com quase nada, mas sim com o essencial e esse essencial pode ser muito diferente para cada um de nós.
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